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Os Informativos de Rentabilidade apresentam mensalmente o desempenho dos planos administrados pela Desban. Selecione abaixo o plano desejado para visualizar os indicadores atualizados.
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A economia brasileira manteve a trajetória gradual de desaceleração. Embora o crescimento registrado no meio do ano tenha superado as expectativas, os dados setoriais indicaram perda de dinamismo. No início do terceiro trimestre, a indústria, o comércio e os serviços apresentaram sinais de enfraquecimento, sugerindo uma moderação da atividade econômica.
No campo da política monetária, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 13,75% ao ano. Em sua comunicação, o Banco Central sinalizou a possibilidade de novos cortes à frente, condicionados à evolução da inflação, das expectativas inflacionárias e da atividade econômica.
Apesar da flexibilização monetária, a inflação permaneceu como um ponto de atenção. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou alta de 0,82% em setembro, acumulando elevação de 3,95% no ano e de 4,58% nos últimos 12 meses, resultado ligeiramente acima do limite superior da meta de inflação. Esse cenário reforça a necessidade de cautela na condução da política monetária.
No mercado de renda fixa, os títulos públicos indexados à inflação apresentaram valorização expressiva em setembro. Os índices da família IMA-B, calculados pela ANBIMA, registraram altas superiores ao CDI, que avançou 1,08% no mês. O desempenho foi favorecido pela redução das taxas de juros reais no mercado, que elevou os preços das Notas do Tesouro Nacional – Série B (NTN-Bs), beneficiando os investimentos posicionados nesses ativos.
No ambiente político, as movimentações relacionadas às eleições ganharam relevância para o comportamento dos mercados. As mudanças nas expectativas dos investidores em relação ao cenário eleitoral e à condução futura da política econômica contribuíram para a valorização dos ativos brasileiros. Esse movimento refletiu uma melhora na percepção de risco do país, embora a evolução dos preços dos ativos permaneça sujeita a mudanças nas expectativas políticas e econômicas.
No exterior, o ambiente econômico permaneceu desafiador, marcado por conflitos geopolíticos, tensões comerciais, incertezas sobre os preços da energia e juros ainda elevados nas principais economias. A concentração de parte significativa do crescimento norte-americano nos investimentos relacionados à inteligência artificial também reforçou as preocupações quanto à sustentabilidade e à distribuição desse crescimento entre os demais setores. Nesse contexto, a volatilidade dos mercados e a disputa por recursos financeiros permaneceram elevadas, em meio às necessidades de financiamento de governos e empresas e às incertezas sobre a trajetória da inflação global.
Nos Estados Unidos, a atividade econômica continuou demonstrando resiliência, com a criação de empregos acima das expectativas. Entretanto, a persistência das pressões inflacionárias manteve a política monetária sob atenção. O Federal Reserve (Fed) elevou a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, para o intervalo entre 3,75% e 4,00% ao ano, na primeira alta desde 2023. Além disso, as sinalizações de seus dirigentes quanto à possibilidade de novos aumentos reforçaram as expectativas de manutenção de uma política monetária restritiva. Como consequência, os rendimentos dos títulos públicos norte-americanos avançaram significativamente, registrando a maior alta mensal em quatro anos.
Na Zona do Euro, o Banco Central Europeu (BCE) também elevou suas taxas de juros em 0,25 ponto percentual, em linha com as expectativas do mercado. A instituição manteve uma postura cautelosa diante das perspectivas inflacionárias, com projeções indicando inflação média de aproximadamente 2,50% em 2027 e 2,10% em 2028. As estimativas reforçam a expectativa de que a convergência da inflação para a meta ocorra de forma gradual, limitando o espaço para uma flexibilização monetária mais intensa.
Na China, os indicadores econômicos apontaram perda de fôlego da atividade. Em resposta, o governo anunciou medidas de estímulo destinadas a incentivar os investimentos empresariais e estabilizar o mercado imobiliário, setor que permanece como um dos principais focos de preocupação para a economia chinesa. A efetividade dessas iniciativas será importante para determinar o ritmo de recuperação do país e seus possíveis impactos sobre o crescimento mundial e os mercados de commodities.
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