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de rentabilidade

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No Brasil, o IPCA de julho registrou alta de 0,07%, abaixo dos 0,16% observados em junho. Com isso, a inflação acumulada no ano ficou em 3,44% e em 4,44% nos últimos 12 meses. A Selic permaneceu em 14,25% durante todo o mês, mantendo os juros reais em nível elevado e contribuindo para a desaceleração da atividade econômica e da inflação.

A perda de força do dólar no exterior contribuiu para a valorização do real, enquanto a bolsa brasileira voltou a receber entrada de recursos estrangeiros, o que levou a uma valorização de 3,02% do Ibovespa. Na renda fixa os principais benchmarks fecharam abaixo do CDI de 1,22%, com destaque positivo apenas para o IMA-B5 que rendeu 1,24%.

O mercado de trabalho continuou aquecido, embora tenha apresentado alguns sinais de acomodação. Os dados do Caged mostraram uma geração ainda forte de empregos, enquanto a PNAD indicou menor ritmo de crescimento dos salários e estabilidade da taxa de desemprego.

No cenário político, a discussão sobre a jornada de trabalho 6×1 continuou sem avanços no Senado, reduzindo a possibilidade de votação da proposta antes das eleições.

Julho foi marcado por um cenário de inflação mais controlada, mas com juros ainda elevados e incertezas no ambiente internacional. O acordo anunciado em junho entre Estados Unidos e Irã trouxe a expectativa de normalização do tráfego pelo Estreito de Ormuz. No entanto, novos ataques a navios comerciais durante o mês mostraram que os riscos para a segurança da rota e para o comércio internacional ainda permanecem.

Nos Estados Unidos, o FED – Federal Reserve System (Banco Central dos EUA) manteve os juros entre 3,50% e 3,75%, em uma decisão aprovada por nove votos a três. Os três membros que divergiram defenderam uma redução de 0,25%, refletindo a avaliação de que a inflação ainda exige atenção. Em sua coletiva, o presidente do FED, Kevin Warsh destacou que a taxa de juros não é o único instrumento disponível para conduzir a política monetária. A declaração trouxe alguma incerteza sobre os próximos passos do Fed e fez o mercado reduzir parte da expectativa de cortes de juros ainda em 2026.

Na Zona do Euro, a inflação continuou mostrando resistência. O núcleo permaneceu próximo de 2,50%, ainda acima da meta de 2,00% do BCE – Banco Central Europeu, enquanto as expectativas de inflação tiveram pequena melhora. Nesse cenário, o BCE manteve os juros estáveis, como esperado. Apesar disso, o mercado passou a considerar uma possível alta dos juros em setembro. A comunicação dos dirigentes, no entanto, foi um pouco mais favorável a uma política monetária menos restritiva.

Na China, os resultados do segundo trimestre ficaram abaixo das expectativas. Mesmo assim, o governo não anunciou novos pacotes relevantes de estímulos, sinalizando apenas que pretende acelerar os gastos públicos já previstos no orçamento, indicando que novas medidas de apoio à economia devem ocorrer de forma gradual.

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