As aplicações dos recursos das Entidades Fechadas de Previdência Complementar são feitas em consonância com as diretrizes estabelecidas pela Resolução nº 4.993/2022 e nº 4.994/2022 e pelas demais resoluções que a complementam observando as condições de segurança, rentabilidade, solvência e liquidez. Atendendo essas diretrizes e às Políticas de Investimentos, a Desban encerrou o exercício de 2025 enquadrada nos limites regulamentares.
4.1
Alocação dos Ativos X Limites Legais
Os dados a seguir constam do relatório de compliance da ADITUS Consultoria que verifica a aderência dos investimentos do plano às diretrizes de aplicações estabelecidas pela Política de Investimentos vigente e pela Resolução CMN n° 4.993/2022 e nº 4.994/2022 e suas alterações posteriores.
Composição dos Investimentos por Plano Administrado
4.2.2.
DIVERSIFICAÇÃO DAS ALOCAÇÕES DOS PLANOS REGIDOS PELA RESOLUÇÃO CMN Nº 4994/2022:
tabela
08.
Plano BDMG BD – Diversificação das Alocações
tabela
09.
Plano BDMG CD – Diversificação das Alocações
tabela
10.
Plano Instituído Desban – Diversificação das Alocações
tabela
11.
Plano Setorial Desban – Diversificação das Alocações
tabela
12.
Plano de Gestão Administrativa (PGA) – Diversificação das Alocações
4.2.2.
Demonstrativo das aplicações por plano administrado e segmento de acordo com as legislações vigentes e aplicáveis
4.3
Alocação dos Ativos
Por Plano
4.3.1.
Cenário 2025
O ano de 2025 foi complexo e cheio de desafios, onde as principais economias do mundo enfrentaram o desafio de equilibrar crescimento, controlar a inflação e a estabilidade fiscal em um cenário de tensões geopolíticas
Mercado Local
No Brasil, a taxa Selic permaneceu como a principal ferramenta do Banco Central para o controle da inflação. O ciclo de alta levou os juros de 13,25% no início do ano para 15,00% em junho, patamar mantido até o encerramento do período, refletindo a postura restritiva do COPOM.
A inflação acumulada em 12 meses, cuja expectativa inicial era de 5,50%, recuou gradualmente e encerrou o ano em 4,30%. Embora a meta de 3,00%, o índice ficou abaixo do teto de 4,50%, ainda pressionado pela volatilidade cambial, preços de alimentos e custos de serviços.
O Ibovespa combinou volatilidade com forte valorização, impulsionado pelo fluxo de investimento estrangeiro – que aportou aproximadamente R$ 26 bilhões motivado pela expectativa de melhora do ciclo econômico e futuros cortes de juros. O índice encerrou o ano com retorno de 33,95%.
Por fim, a política fiscal foi incapaz de estabilizar a dívida pública, dada a ausência de reformas estruturais pelo lado das despesas e o elevado custo de carregamento da dívida em um ambiente de juros altos.
Mercado Internacional
Nos EUA, a implementação das tarifas de importação pelo presidente Donald Trump desestabilizou fluxos comerciais. Como consequência, o dólar viu sua hegemonia como reserva de valor ser questionada, abrindo espaço para a forte valorização do ouro, das criptomoedas, dos mercados emergentes (inclusive Brasil) e das ações globais, levando os investidores a reavaliarem riscos em diferentes classes de ativos e geografias.
Além disso, o arrefecimento da atividade econômica e o mercado de trabalho permitiu que o FED – Federal Reserve promovesse reduções graduais nas taxas de juros levando-a à faixa entre 3,50% e 3,75% em sua última reunião do ano. O Banco Central americano adotou uma postura cautelosa e dependente de dados de inflação e emprego, ambos impactados pela paralisação parcial da máquina pública, o chamado “shutdown”.
Na União Europeia o desempenho foi heterogêneo: enquanto algumas economias apresentaram recuperação gradual, outras ainda lidaram com severas restrições fiscais e energéticas.
Já a China enfrentou desafios no setor imobiliário e na reestruturação de seu modelo de crescimento, voltando-se para a tecnologia e o consumo interno. Apesar da dificuldade, o PIB chines atingiu a meta governamental, fechando o ano em 5,0%.
Expectativa para 2026
O ano de 2026 desenha-se como decisivo para avaliar a sustentabilidade do crescimento global em um ambiente de juros estruturalmente mais baixos, porém ainda acima dos níveis históricos estabelecidos pelos bancos centrais.
Mercado Local
No Brasil, o cenário econômico sugere um ano de relativa previsibilidade. A atividade doméstica vem desacelerando de forma gradual, enquanto a inflação segue em trajetória de queda, beneficiada pela deflação global e pela apreciação da taxa de câmbio. Esse contexto abre espaço para que o Banco Central inicie, de forma paulatina, o ciclo de corte da taxa Selic, movimento que poderá ocorrer já no mês de março.
A política fiscal também deve atravessar um 2026 estável. As metas para este ano e para 2027 não são excessivamente desafiadoras, especialmente após a aprovação da Lei Complementar nº 224/25, que reduziu benefícios fiscais e fortaleceu a arrecadação.
As eleições presidenciais deverão adicionar volatilidade aos mercados. Debates sobre segurança pública, continuidade de reformas e sustentabilidade fiscal pautarão a precificação dos prêmios de risco dos ativos brasileiros ao longo do segundo semestre.
Mercado Internacional
Nos Estados Unidos, espera-se uma expansão mais lenta, porém resiliente, sustentada pelo consumo e por investimentos em tecnologia — especialmente em Inteligência Artificial e transição energética. O Federal Reserve (Fed) deverá manter uma postura dependente de dados, equilibrando o risco de reaceleração inflacionária com sinais de desaquecimento econômico. No campo institucional, ganha força a possibilidade de o presidente Trump indicar um membro da ala heterodoxa do FOMC para a presidência da autoridade monetária.
Na União Europeia, o crescimento permanece limitado por desafios estruturais, incluindo a consolidação fiscal e o menor dinamismo industrial.
Já a China deve dar continuidade à transição para um modelo menos dependente do setor imobiliário e mais orientado à tecnologia e ao consumo doméstico, utilizando estímulos calibrados para evitar novos desequilíbrios financeiros.
4.3.2
RENTABILIDADE DO PLANO BDMG BD
gráfico
01.
Plano BDMG BD – Rentabilidade X Meta – 2025
Em 2025 o Plano BDMG BD atingiu o patrimônio de R$ 1,067 bilhão, com crescimento de 4% em relação ao ano anterior. A rentabilidade anual da sua carteira foi de 11,25% contra 10,11% da sua meta atuarial, resultando em um desempenho acima do objetivo de retorno (IPCA + 5,41%), sendo os maiores contribuidores para o resultado os segmentos de renda fixa devido a sua maior alocação e renda variável pelo excelente desempenho no período. O detalhamento do desempenho de cada segmento da carteira é apresentado a seguir:
Renda Fixa
O segmento de renda fixa apresentou uma rentabilidade anual de 11,58% abaixo da sua meta de rentabilidade Selic/CDI que foi de 14,31%, mas superior a meta atuarial do plano (IPCA+5,41%a.a.) que foi de 10,11%. O Banco Central manteve-se firme o compromisso de conter a inflação, elevando a taxa de juros para um patamar restritivo. Nesse contexto, ao longo do ano a dinâmica dos juros e dos títulos públicos locais foi fortemente influenciada pelas expectativas acerca do fim do ciclo de alta da Selic e posterior início do afrouxamento monetário.
Em 2025, essa carteira de NTN-Bs foi ampliada com a estratégia de imunização do passivo do plano, aproveitando o cenário de juros elevados e em conformidade com o estudo de ALM, passando dos 55,51% de 2024 para os 73,52% dos ativos do plano. Como a carteira própria de títulos públicos marcados na curva (NTN-Bs) que representa o maior peso no segmento rendeu 10,94% no ano, o retorno do segmento obteve rendimento acima da meta atuarial como resultado da estratégia de imunização do passivo e pela oportunidade de mercado refletida nas taxas de juros oferecidas pelos títulos públicos atrelados à Inflação em 2025.
O Fundo Santander Títulos Públicos Hiper RL FIF CIC Ref. DI encerrou o ano com rentabilidade de 14,35% acima da Selic/CDI. Já o Fundo exclusivo Darwin Liquidez RL FIC CIC Multimercado CP obteve retorno de 14,29%, ligeiramente abaixo da Selic/CDI, devido a decisão estratégica adotada no ano de 2025 de manter níveis elevados de liquidez, como medida defensiva diante do ambiente adverso para o crédito privado.
Renda Variável
O Fundo Darwin Seleção encerrou o ano com um retorno de 37,90% superior ao seu Benchmark, Ibovespa, que foi de 33,95%.
O ano de 2025 foi marcante para o Ibovespa que renovou sucessivos recordes. Esse desempenho foi impulsionado, sobretudo, pelo movimento global de direcionamento de recursos para mercados emergentes em um cenário de dólar mais fraco e cortes de juros pelo Banco Central americano. Além disso, a entrada de capital estrangeiro foi alimentada pelos bons resultados das empresas e pela expectativa do início de ciclo de cortes da taxa Selic.
O Fundo Exclusivo Darwin Seleção RL FIF Ações iniciou o ano com 10,74% de participação em relação ao patrimônio e encerrou em 1,14%, devido aos resgates realizados para fazer frente às alocações em NTN-Bs, mencionadas no segmento anterior, que visa a imunização do passivo do plano.
Estruturado
O segmento de investimentos estruturados representava no encerramento do exercício 2,54% em relação ao PL do plano e encerrou com a rentabilidade negativa de 10,08%, aquém da meta de rentabilidade estabelecida em IPCA+5,41%a.a. que totalizou 10,11%. O impacto mais relevante na carteira foi decorrente da venda das cotas do FIP MG que gerou perda aproximada de 37%. Esse fundo abrigava as ações judiciais de diversas naturezas relativas ao Hospital Life Center. A negociação de venda ocorreu em dezembro/2024 e se efetivou em janeiro/2025. Os recursos recebidos pela venda do FIP MG e das amortizações de outros fundos foram realocados no segmento de renda fixa.
Exterior
Diante de um cenário adverso e em conformidade com o resultado do estudo de ALM, no mês de julho foi resgatado o valor total de R$ 43,9 milhões do fundo exclusivo Darwin Evolução de segmento exterior, sendo o montante realocado no segmento de renda fixa na compra de títulos públicos federais. O fundo teve rentabilidade negativa de 2,91%, superior à sua meta de retorno de SOFR+US$+3%a.a. que foi negativa em 4,43%.
Operações com Participantes
As operações com participantes registraram uma rentabilidade de 16,27%, superando a meta de IPCA+9,25%a.a. que foi de 14,12%. A Desban realiza a concessão de empréstimos nas modalidades simples e abono para participantes ativos e aposentados do plano e encerrou o ano com uma alocação de 0,80% do Patrimônio.
Imobiliário
O segmento imobiliário obteve uma rentabilidade de 1,48%, abaixo da meta de IPCA+5,41%a.a. Em novembro de 2025, foi elaborado por empresa especializada, um laudo de valor econômico das vagas do estacionamento Life Parking, localizado no Edifício Life Center, conforme exigido pela legislação. O resultado indicou uma redução de 4,16% em relação ao valor do laudo de 2024, resultando em uma variação negativa de R$ 939.650,83 com o valor contábil ajustado para R$ 22,612 milhões, representando 2,13% do PL do Plano.
4.3.2
RENTABILIDADE DO PLANO BDMG BD
gráfico
02.
Plano BDMG CD – Rentabilidade X Benchmark – 2025
Em 2025 a cota do Plano BDMG CD apresentou uma rentabilidade de 12,74% equivalente a 127,06% do seu índice de referência (IPCA+5,33%a.a.), que atingiu 10,03%, sendo o segmento de renda fixa o maior contribuidor para o resultado considerando sua representatividade na carteira. A análise detalhada de cada segmento é apresentada a seguir:
Renda Fixa
O segmento de renda fixa encerrou o ano com alocação de 98,91% dos investimentos do plano e apresentou retorno de 12,75%, abaixo da meta de rentabilidade (Selic/CDI), que foi de 14,31%, porém superior ao índice de referência (IPCA+5,33%a.a.). Sua carteira de títulos públicos federais que corresponde a 54% do PL do Plano possui títulos marcados na curva e a mercado obteve retorno de 11,97% e 13,03%, respectivamente. Já os fundos Santander Títulos Públicos Hiper RL FIF CIC Ref. DI e Darwin Liquidez RL FIC CIC Multimercado CP tiveram retorno de 14,35% e 14,29% em linha com o CDI/Selic.
Renda Variável
Atendendo o resultado estudo da fronteira eficiente realizado para o plano, em junho/2025 foram resgatados em sua totalidade os recursos investidos no fundo Darwin Seleção do segmento de renda variável, sendo realocados em títulos públicos federais marcados na curva. O fundo Darwin Seleção teve rentabilidade de 17,93% até o seu resgate, superior ao seu Benchmark, Ibovespa, que foi de 13,99%.
Estruturados
O segmento de investimentos estruturados finalizou o ano com 8,97% de rentabilidade, abaixo da sua meta de rentabilidade (IPCA+5,33% a.a.) que foi de 10,03%. Sua carteira é composta por dois fundos de investimentos de participação, (FIPs), que alocam recursos em empresas dos setores de logística, imobiliário, saúde, entre outros.
Operações com Participantes
As operações com participantes tiveram rentabilidade de 17,64%, superando sua meta de rentabilidade (IPCA+9,25% a.a.) que foi de 14,12%. A Desban realiza a concessão de empréstimos na modalidade simples para participantes ativos e aposentados. O segmento encerrou o ano representando 0,66% do PL do plano.
Exterior
Diante de um cenário adverso e em conformidade com o resultado do estudo de ALM, no mês de julho foi resgatado o valor total de R$ 43,9 milhões do fundo exclusivo Darwin Evolução de segmento exterior, sendo o montante realocado no segmento de renda fixa. na compra de títulos públicos federais. O fundo teve rentabilidade negativa de 2,91%, superior à sua meta de retorno equivalente a SOFR+US$+3%a.a. que foi negativa em 4,43%.
4.3.6
Rentabilidade do Plano de Gestão Administrativa (PGA)
gráfico
03.
Plano de Gestão Administrativa (PGA) –
Rentabilidade X Benchmark – 2025
A rentabilidade do Plano de Gestão Administrativa (PGA) encerrou o ano de 2025 com uma rentabilidade de 14,33%, superando a meta de rentabilidade Selic que foi de 14,31%. Os investimentos estão concentrados no segmento de renda fixa, nos fundos Itaú Soberano Renda Fixa Simples FIC FI e Fundo Exclusivo Darwin Liquidez Renda Fixa de Crédito Privado.
4.3.5
Rentabilidade do Plano Assistencial
gráfico
04.
Plano Assistencial – Rentabilidade X Benchmark – 2025
O Plano Assistencial encerrou o ano de 2025 com uma rentabilidade de 13,78%, inferior à sua meta de rentabilidade de 105% da taxa Selic que teve valorização de 15,08%. O maior impacto negativo no resultado foi decorrente dos títulos públicos marcados a mercado que tiveram retorno de 11,34% e representavam 25,58% do PL do Plano. Pelo lado positivo, o destaque foi o fundo BTG Pactual ANS RF Fundo de Investimento Renda Fixa Crédito Privado que teve rentabilidade de 15,21% e representava 13,70% do PL no encerramento do exercício.
4.3.6
Rentabilidade do Plano Instituído Desban (Família AFBDMG)
gráfico
03.
Plano Instituído Desban – Rentabilidade X Benchmark – 2025
O Plano Instituído Desban encerrou o ano de 2025 com a cota retornando de 13,46%, equivalente a 155,79% do seu índice de referência (IPCA+4,00%a.a.), que foi de 8,64%. A seguir é detalhado cada segmento que compõe a sua carteira:
Renda Fixa
O segmento de renda fixa representava 100% dos investimentos no encerramento do exercício, obteve uma rentabilidade de 14,16%, abaixo da sua meta de rentabilidade Selic/CDI de 14,31%, mas superior ao índice de referência do Plano. O principal contribuidor para esse resultado foi o Fundo Darwin Liquidez, que obteve um desempenho de 14,29%.
Renda Variável
Atendendo o resultado do estudo da fronteira eficiente do plano, em junho/2025 foi resgatado em sua totalidade os recursos investidos no fundo Darwin Seleção do segmento de renda variável, sendo o montante realocado no segmento de renda fixa. O fundo Darwin Seleção teve rentabilidade de 17,93% até o seu resgate, superior ao seu Benchmark, Ibovespa, que foi de 13,99%.
Exterior
Diante de um cenário adverso e conforme resultado do estudo de ALM, no mês de julho foi resgatado o valor total de R$ 43,9 milhões do fundo exclusivo Darwin Evolução de segmento exterior, sendo o montante realocado no segmento de renda fixa. na compra de títulos públicos federais. O fundo teve rentabilidade negativa de 2,91%, superior à sua meta de retorno de SOFR+US$+3%a.a. que foi negativa em 4,43%.
4.3.7
RENTABILIDADE DO PLANO SETORIAL DESBAN
gráfico
06.
Plano Setorial Desban – Rentabilidade X Benchmarks – 2025
A cota do Plano Setorial Desban encerrou o ano de 2025 com uma rentabilidade de 12,90%, equivalente a 149,30% do seu índice de referência (IPCA+4,00%a.a.), que foi de 8,64%. Uma análise de cada segmento da carteira é detalhada a seguir:
Renda Fixa
O segmento de renda fixa contribuiu positivamente para o desempenho do plano, fechando o ano com um retorno de 14,25%, ligeiramente abaixo do seu benchmark Selic/CDI que foi de 14,31%, mas superior ao índice de referência do Plano. O principal contribuidor para esse resultado foi o Fundo Darwin Liquidez, que obteve um desempenho de 14,29%.
Renda Variável
Atendendo o resultado do estudo da fronteira eficiente do plano, em junho/2025 foi resgatado em sua totalidade os recursos investidos no fundo Darwin Seleção do segmento de renda variável, sendo o montante realocado no segmento de renda fixa. O fundo Darwin Seleção teve rentabilidade de 17,93% até o seu resgate, superior ao seu Benchmark, Ibovespa, que foi de 13,99%.
4.4
Demonstrativos de Investimentos
por Plano Administrado
O Relatório de Demonstrativo de Investimentos tem como objetivo acompanhar os investimentos de acordo com o Art. 6º da Resolução CNPC nº 32/2019. Para fins do disposto nesse artigo, cada ativo pertencente à carteira própria e aos fundos de investimentos exclusivos da Desban foi especificado de acordo com, no mínimo, tipo de ativo, segmento de aplicação, quantidade e valor.
4.5
Detalhamento da Provisão de Perdas de Investimentos
por Plano Administrado
Em 2025, a Entidade constituiu provisão para perdas referente aos ativos emitidos pela Lojas Americanas e pela Light que estão alocados no Fundo Darwin Liquidez Resp. Limitada FIF CIC Multimercado RF CP nos planos que compram cotas dele, conforme Tabelas abaixo:
tabela
13.
Provisão de Perdas de Investimentos do Plano de Benefícios Previdenciários BDMG BD
tabela
14.
Provisão de Perdas de Investimentos do Plano de Benefícios Previdenciários BDMG cd
tabela
15.
Provisão de Perdas de Investimentos do pga
tabela
16.
Provisão de Perdas de Investimentos do Plano instituído desban
tabela
17.
Provisão de Perdas de Investimentos do Plano setorial desban
4.6
Fatos Relevantes de 2025
Referentes aos Recursos Garantidores
No ano de 2025, destacaram-se os seguintes fatos relevantes ocorridos na gestão dos recursos garantidores.
FIP Minas Gerais
No dia 06/12/2024 a Hapvida enviou uma proposta ao gestor do fundo Vinci Compass (Lacan) para antecipação das liberações futuras, pelo valor de R$ 32,5 milhões, com uma redução/desconto 37% do valor nominal dos recebíveis no montante de R$51,5 milhões, que foi aceita pelos cotistas que assinaram o Termo de Encerramento e Outras Avenças para a ‘entrega’ da base de processos na qual o LIFECENTER figura no polo passivo. A Desban recebeu o valor líquido de R$ 6,5 milhões em janeiro/2025.
Posteriormente foi enviado pelo escritório de advocacia Geraldo Nery Lopes (GNL) proposta de prestação de serviços de advocacia de acompanhamento, busca extrajudicial e negociação de acordos dos processos nos quais o LIFECENTER figura no polo ativo (isto é, ações cíveis de cobrança, ação anulatória e mandados de segurança fiscais) e não integraram a base vendida à Hapvida. Os cotistas e a gestora Vinci Compass (Lacan) analisaram e entenderam que deveria permanecer o mesmo escritório na condução dos processos e assinaram em 20 de março o Termo de Cessão de Direitos e Obrigações. Com isso, no decorrer do ano foram repassados aos cotistas na proporção de sua participação no FIP Minas Gerais os valores referentes a essas ações, em que a Desban recebeu R$ 48,6 mil em 2025 que foram realocados no segmento de renda fixa.
Reavaliação das Vagas de Garagem do Life Parking.
A Desban promoveu a reavaliação das Vagas de Garagem do Life Parking, ativo que compõe a carteira do Plano de Benefícios Previdenciários BDMG. O laudo foi elaborado por empresa especializada, que buscou atingir o Grau II de fundamentação e Grau III de precisão, seguindo o disposto no item 9.1 da NBR nº 14.653 (Norma Brasileira para Avaliação de Imóveis Urbanos) da ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas. O resultado da avaliação em 2025 gerou uma desvalorização de seus investimentos na ordem de R$ 940 mil, assim demonstrados:
tabela
18.
Reavaliação das Vagas de Garagem do Life Parking
4.7
Despesas com Investimentos
em 2025
Em atendimento ao Art. 5º da Resolução CNPC nº 32/2019, as informações sobre as despesas administrativas e com investimentos – abrangendo os gastos referentes à gestão de carteiras, custódia, corretagens pagas, acompanhamento da Política de Investimentos, consultorias, honorários advocatícios, auditorias, avaliações atuariais e outras despesas relevantes – são particularizadas por plano de benefícios previdenciários.
tabela
19.
Plano de Benefícios Previdenciários BDMG BD – Despesas de Gestão dos Fundos de Investimentos
tabela
20.
Plano de Benefícios Previdenciários BDMG CD – Despesas de Gestão dos Fundos de Investimentos
tabela
21.
Plano de Gestão Administrativa (PGA) – Despesas de Gestão dos Fundos de Investimentos
tabela
22.
Plano Assistencial – Despesas de Gestão dos Fundos de Investimentos
tabela
23.
Plano Instituído Desban – Despesas de Gestão dos Fundos de Investimentos
tabela
24.
Plano setorial Desban – Despesas de Gestão dos Fundos de Investimentos
tabela
25.
Despesas de Gestão dos Fundos de Investimentos por Plano
4.8
Política de Investimentos
para 2026
A Política de Investimentos estabelece as regras que a gestão de investimentos deve observar ao aplicar os recursos dos planos administrados pela Desban. As políticas são elaboradas para assegurar a continuidade do gerenciamento prudente e eficiente dos recursos em condições de segurança, rentabilidade, solvência e liquidez.
O Conselho Deliberativo, em reunião realizada em 11/12/2025, aprovou as Políticas de Investimentos do Plano BDMG BD, do Plano BDMG CD, do Plano de Gestão Administrativa (PGA), do Plano Assistencial, do Plano Setorial Desban e do Plano Instituído Desban (Família AFBDMG) para o ano de 2026.
As políticas de investimentos dos planos de benefícios foram elaboradas considerando a modelagem de cada plano e em conformidade com o Estatuto da Desban, com os respectivos regulamentos e com o arcabouço regulatório vigente.
O Diretor Financeiro, Leonardo Lelis Leão, CPF 859.147.206-30, foi designado o Administrador Estatutário Tecnicamente Qualificado (AETQ) e Administrador Responsável pela Gestão de Riscos (ARGR) para os planos administrados pela Desban.
Alocação dos Ativos para 2026
A alocação estratégica dos ativos corresponde à decisão de investimento de longo prazo, visando proporcionar a rentabilidade necessária para garantir o equilíbrio econômico e financeiro através da otimização da relação entre risco e retorno dos investimentos.
Além disto, são consideradas as oportunidades de mercado, o grau de maturidade e a estrutura do passivo dos planos de benefícios, de forma a garantir a liquidez necessária para os desembolsos previstos.
As distribuições de alocação dos ativos visam proporcionar, respeitando os limites estabelecidos pela legislação e pela própria Entidade, os seguintes objetivos de retorno:
• IPCA defasado 1 mês+ 5,41%, correspondente à meta atuarial, para o Plano de Benefícios Previdenciários BDMG BD; • IPCA defasado 1 mês + 5,33%, correspondente ao índice de referência, para o Plano de Benefícios Previdenciários BDMG CD; • IPCA defasado 1 mês + 5,33% (conforme a Revisão da Política de Investimentos 2026 em 19/02/26), correspondente ao índice de referência, para os Planos de Benefícios Setorial da Desban e de Benefícios Instituído da Desban (Plano Família AFBDMG); • 100% da variação da Selic para o Plano de Gestão Administrativa (PGA) e; • 105% da variação da Selic para o Plano Assistencial.
Reavaliação das Vagas de Garagem do Life Parking.
As alocações dos recursos dos planos estão em conformidade com os limites legais por segmentos de aplicação estabelecidos pela Resolução CMN nº 4.994/2022 e os eventuais desenquadramentos em relação aos requisitos e limites estabelecidos puderam ser mantidos, sendo vedado o agravamento dos excessos.
Os limites inferiores e superiores previstos as Políticas de Investimentos estão discriminados a seguir.
tabela
26.
Plano de Benefícios Previdenciários BDMG BD – Alocação-Objetivo
tabela
27.
Plano de Benefícios Previdenciários BDMG CD – Alocação-Objetivo
tabela
28.
Plano de Gestão Administrativa (PGA) – Alocação-ObjetivoProvisão de Perdas de Investimentos do pga
tabela
29.
Plano Assistencial – Alocação-Objetivo
tabela
30.
Plano Instituído Desban – Alocação-Objetivo
tabela
31.
Plano Setorial Desban – Alocação-Objetivo
4.9
Princípio
Socioambiental
Os princípios socioambientais podem ser entendidos como um conjunto de regras que visam favorecer o investimento em companhias que adotam, em suas atividades ou através de projetos, políticas de responsabilidade socioambiental através dos aspectos ESG (ENVIROMENT, SOCIAL AND GOVERNANCE).
A observância dos princípios socioambientais na gestão dos recursos depende, portanto, da adequação do processo de tomada de decisões, de forma que os administradores da entidade tenham condições de cumprir regras de investimento responsável. Considerando a segmentação e os critérios estipulados pela Previc, a entidade deverá avaliar e dar transparência aos impactos ambientais, sociais ou de governança da carteira de investimentos dos planos de benefícios administrados.
Ao tomar decisões de investimento, a Entidade procura priorizar os seguintes elementos:
Sustentabilidade Econômica
• Produtos e serviços que agregam valor aos clientes; • Inovação tecnológica; • Melhores práticas de proteção aos direitos dos sócios, acionistas e investidores; • Geração de valor para acionistas e investidores; • Práticas diferenciadas de transparência e de governança corporativa; • Geração de renda local; • Precificação justa dos negócios.
Sustentabilidade Ambiental
• Gestão responsável de resíduos; • Uso sustentável de recursos naturais; • Boas práticas ambientais na cadeia de valor do negócio; • Desenvolvimento soluções ambientais em sua cadeia de produtos e serviços; • Mitigação de impactos ambientais; • Consumo responsável de recursos internos, como água, energia e papel; • Gerenciamento de emissões de gases de efeito estufa; • Certificações de responsabilidade ambiental; • Projetos de preservação ambiental.
Sustentabilidade Social
• Combate a práticas discriminatórias e ilícitas; • Apoio a ações sociais; • Erradicação de trabalho escravo e infantil; • Melhores condições de trabalho; • Proteção dos direitos humanos; • Respeito à diversidade; • Gestão eficiente dos riscos; • Promoção da inclusão social; • Apoio ao desenvolvimento artístico e cultural.
Governança dos Investimentos
• Princípios da boa governança corporativa; • Código de conduta ética; • Boas práticas de transparência, prestação de contas e governa corporativa; • Não autorização a realização de negócios com partes relacionada.