Entenda o contexto

A gestão do Plano de Benefícios Previdenciários – BDMG da Desban (“Plano BD”) é impactada por diversos fatores, como: cenário econômico, expectativa de vida dos participantes, desempenho dos investimentos.

O nosso Plano BD foi criado no final da década de 70. Naquele período, a expectativa de vida do brasileiro era inferior a 61 anos. Hoje, com os avanços da medicina, da alimentação e das condições de vida, a expectativa de vida no Brasil já ultrapassa 76 anos!

Essa é, sem dúvida, uma excelente notícia para a sociedade. As pessoas vivem mais e com mais qualidade de vida.

Por outro lado, para um plano de previdência que paga benefícios por toda a vida, essa mudança traz um impacto importante. Se as pessoas vivem mais, o plano precisa pagar complementações de aposentadorias e pensões por mais tempo. Em média, isso significa cerca de 15 anos adicionais de pagamento de benefícios em comparação com o que era esperado quando o plano foi criado. Na prática, isso representa aproximadamente 195 pagamentos extras de benefício para cada participante.

Além da questão da longevidade, outro fator que influencia o resultado do plano é o desempenho da economia e dos investimentos. Em alguns momentos, a rentabilidade dos investimentos pode ser menor do que o esperado. Por exemplo, em 2020 e 2021, as taxas de juros reais da economia brasileira foram negativas, -1,70% e – 5,10%, respectivamente. O cenário econômico atual é distinto daquele observado nos últimos anos, com taxas de juros reais mais elevadas. A taxa de juros real da economia brasileira hoje está em torno de 9,5%, e variações dessa magnitude no ambiente econômico impactam diretamente o desempenho dos investimentos e, consequentemente, os resultados financeiros do Plano.

Oscilações como essas afetam diretamente os resultados financeiros de qualquer plano de previdência complementar fechado. É importante destacar que essas variáveis não são controladas pela administração do plano. Mudanças na expectativa de vida e no cenário econômico são fatores externos.

Para acompanhar esses impactos, o plano passa todos os anos por uma avaliação atuarial. Esse estudo técnico calcula quanto o plano precisará pagar no futuro em benefícios e compara esse valor com o patrimônio acumulado nos investimentos.

Se os recursos do plano forem suficientes para cobrir os compromissos futuros, ocorre um superávit, ou seja, há recursos além do necessário. Por outro lado, se os compromissos futuros forem maiores do que os recursos disponíveis, ocorre um déficit.

O déficit acontece quando o valor acumulado pelo plano é menor do que o necessário para garantir o pagamento dos benefícios no futuro. Esse desequilíbrio é identificado por meio de cálculos técnicos realizados pelos atuários.

Quando esse déficit ultrapassa determinados limites definidos pela legislação do Conselho Nacional de Previdência Complementar, órgão regulador do segmento, e da Superintendência   Nacional de Previdência Complementar (PREVIC), autarquia responsável pela supervisão e fiscalização da previdência complementar fechada no Brasil, torna-se necessário adotar medidas para restabelecer o equilíbrio do plano. Uma dessas medidas é a elaboração de um Plano de Equacionamento de Déficit (“PED”).

O PED tem como objetivo trazer recursos adicionais para o plano, garantindo que ele tenha condições financeiras de cumprir seus compromissos com os participantes e assistidos. Aprovação desse tipo de plano segue critérios técnicos e regras de governança bastante rigorosos, definidos na legislação, no regulamento do plano e no estatuto da Desban.

Portanto, quando necessário, o PED é adotado como uma medida de responsabilidade e de proteção ao próprio plano. Seu objetivo é restabelecer o equilíbrio financeiro e assegurar que existam recursos suficientes para garantir, no médio e longo prazo, o pagamento dos benefícios de todos os participantes e assistidos inscritos no plano de benefícios.

Diante desse contexto, observa-se que planos de previdência de longo prazo estão naturalmente sujeitos a mudanças demográficas e econômicas ao longo do tempo. O aumento da expectativa de vida da população e as oscilações do cenário econômico são fatores que influenciam diretamente o equilíbrio financeiro do plano. Por essa razão, o acompanhamento técnico permanente, por meio de avaliações atuariais e das regras de governança previstas na legislação, é fundamental para assegurar a sustentabilidade do Plano BD. Assim, quando necessário, a adoção de medidas como o Plano de Equacionamento de Déficit ocorre justamente para preservar a solidez do plano e garantir que os compromissos assumidos com participantes e assistidos possam ser cumpridos de forma segura ao longo do tempo.

Os últimos anos do Plano BD

Desde 2022, a Desban vem adotando uma estratégia de gestão mais prudente e conservadora, em resposta aos impactos econômicos e financeiros decorrentes da pandemia de Covid-19 e às mudanças observadas no cenário econômico. A seguir, apresentamos uma linha do tempo com os principais acontecimentos e medidas adotadas pela entidade ao longo desse período, permitindo compreender, de forma clara e cronológica, como essas decisões foram sendo construídas para preservar o equilíbrio e a sustentabilidade do plano.

2017 a 2019

  • A redução das taxas de juros no Brasil levou o Plano BD a adotar uma nova estratégia de investimentos, focando em ativos com maior risco, mas com potencial para maior rentabilidade.

2019

  • A participação da renda variável na carteira do plano aumentou para 23,4%, e os investimentos estruturados passaram a representar 19,1%, em comparação com 6,54% e 11,60% em 2017.

  • Essa estratégia fez com que o plano aumentasse a sua rentabilidade de forma relevante, alcançando 148% da meta atuarial, impulsionado por um cenário econômico favorável com a taxa de juros baixa e a valorização do Ibovespa.

2020

  • Infelizmente a pandemia de Covid-19 gerou grande volatilidade no mercado, afetando negativamente a carteira de maior risco.

  • Naquele cenário de incerteza e volatilidade, a gestão adotou uma estratégia de proteção, adquirindo ativos fora do país e implementando medidas de hedge (proteção financeira), buscando minimizar os impactos negativos no patrimônio do plano.

2021

  • O impacto da alta inflação, que ainda refletia os efeitos da pandemia, prejudicou o desempenho.


  • A instabilidade econômica impediu ajustes significativos na composição da carteira de investimentos, o que resultou em um déficit considerável neste ano.

2022 a 2023

  • Em 2022, o Plano de Equacionamento de Déficit de 2021 foi aprovado, o que trouxe mais estabilidade ao plano.


  • O desempenho dos investimentos foi positivo, com uma rentabilidade superior à meta, o que ajudou a reduzir o déficit acumulado em 2021.

2024

  • Apesar de a renda fixa ter apresentado desempenho positivo, tivemos queda na renda variável, o que afetou novamente o equilíbrio do plano.


  • O plano obteve ganhos atuariais (resultados favoráveis a longo prazo), que ajudaram a minimizar o impacto do déficit.

  • O Plano de Equacionamento 2024 foi aprovado em dezembro de 2025 com o objetivo de contribuir com o equilíbrio financeiro, mostrando o esforço contínuo para garantir a sustentabilidade e o pagamento dos benefícios futuros.

2025

  • O Plano de Equacionamento 2024 foi aprovado em 2025 com o objetivo de restaurar o equilíbrio financeiro, com valores semelhantes aos de 2015, mostrando o esforço contínuo para garantir a sustentabilidade e o pagamento dos benefícios. 

Responsabilidade da Desban

O Plano de Equacionamento 2024 é uma medida de segurança fundamental para preservar o pagamento do benefício futuro. É nossa responsabilidade manter o diálogo aberto, transparência e cuidado durante todo o processo.

O valor da contribuição extraordinária será calculado individualmente,  levando em consideração as especificidades de cada participante. Em termos gerais, o valor será aproximado ao que foi determinado no Plano de Equacionamento de 2015. O início da cobrança será em abril.

Não se preocupe! Todas as informações necessárias serão comunicadas em nossos canais oficiais. Afinal, estamos aqui para cuidar do que você constrói a vida inteira.

Segurança do benefício

Com o Plano de Equacionamento, os seus benefícios futuros seguem garantidos

Responsabilidade técnica

As decisões são baseadas em cálculos que acompanham o cenário econômico

Contexto econômico

Inflação, juros e mercado impactam a rentabilidade de todos os fundos de previdência

Transparência e parceria

Estamos disponíveis para explicar cada etapa

Depoimento

Aposentar é uma nova jornada para viver da melhor forma. Sou participante do Plano BD e assistida da Desban a quase seis anos, e acredito que a aposentadoria representa uma nova fase marcada por liberdade, bem-estar e novas possibilidades. Construí minha trajetória ao longo do tempo e valorizo a importância do planejamento e da previdência complementar para garantir mais estabilidade no presente, permitindo que eu viva essa etapa com mais tranquilidade e foco no que realmente importa.

Ivânia da Piedade Pereira

Plano BD

Perguntas Frequentes

O Plano de Equacionamento de Déficit é um conjunto de medidas previstas na legislação da previdência complementar que tem como objetivo restabelecer o equilíbrio financeiro do plano de benefícios quando é identificado um déficit acima dos limites estabelecidos pelos órgãos reguladores. Essas medidas garantem que o plano continue tendo recursos suficientes para cumprir seus compromissos no futuro. 

A implementação do Plano de Equacionamento ocorre quando estudos atuariais indicam que o patrimônio do plano precisa ser reforçado para garantir o pagamento dos benefícios ao longo do tempo. Esse resultado pode ser influenciado por fatores como aumento da expectativa de vida, oscilações no desempenho dos investimentos e mudanças no cenário econômico. 

A necessidade do Plano de Equacionamento é identificada por meio da avaliação atuarial anual, realizada por atuários independentes. Caso o déficit ultrapasse os limites definidos pela legislação do sistema de previdência complementar, a entidade deve adotar medidas de equacionamento, conforme as normas estabelecidas pelo Conselho Nacional de Previdência Complementar e supervisionadas pela PREVIC. 

Não. Apesar de aumentar o nível de contribuição, o Plano de Equacionamento não altera os benefícios já concedidos ou contratados. O objetivo da medida é justamente garantir que o plano continue tendo condições financeiras de honrar esses compromissos ao longo do tempo. 

Não. O valor da contribuição extraordinária é calculado de forma individualizada, levando em consideração fatores como salário de participação, benefício recebido e características específicas de cada vínculo com o plano, se participante ativo ou assistido do plano. 

Sim. O plano de benefícios passa por avaliações atuariais anuais. Caso o desempenho dos investimentos e as condições do plano evoluam de forma favorável, eventuais ajustes poderão ser analisados conforme as regras previstas na legislação e no regulamento do plano. 

Sim. O processo segue regras estabelecidas pela legislação da previdência complementar e é acompanhado pela Superintendência Nacional de Previdência Complementar (PREVIC), órgão responsável pela supervisão e fiscalização das entidades fechadas de previdência complementar no Brasil. 

O valor adicional será calculado individualmente, levando em consideração as especificidades de cada participante. Em termos gerais, o valor será semelhante ao que foi determinado no Plano de Equacionamento de 2015. Confira os percentuais na tabela a seguir:

Os patrocinadores – BDMG e Desban – vão contribuir de forma paritária durante o período do PED 2024, com o mesmo valor pago pelo participante ativo e assistido de abril/2026 a novembro/2044.

A cobrança da contribuição extraordinária referente ao Plano de Equacionamento de 2024 terá início em abril. A partir dessa data, o valor será adicionado à contribuição habitual, conforme definido no Plano de Equacionamento. 

O período de contribuição será de 18 anos e 8 meses. 

Não. O Plano BD apresenta uma posição de capital sólida, com um ativo de R$ 1,07 Bilhão, e o Plano de Equacionamento foi aprovado para garantir a sustentabilidade do Plano BD a longo prazo. Essa medida foi criada para reequilibrar os recursos acumulados e garantir que o pagamento dos benefícios futuros seja viável e seguro para todos os participantes, sem risco de falha ou interrupção no pagamento, baseado nos estudos atuariais realizados pela Desban e as empresas atuariais que prestam serviços para a Instituição. 

O valor do déficit foi determinado pela análise atuarial e econômica do Plano, que levou em consideração a posição e rentabilidade dos ativos, posição dos passivos, do cenário econômico projetado e da expectativa de vida dos participantes e assistidos.  

O Plano de Equacionamento visa equilibrar financeiramente o plano, garantindo que os recursos sejam suficientes para o pagamento dos benefícios no futuro. Para os participantes, isso significa que o plano continuará a garantir a segurança dos seus benefícios, com ajustes temporários nas contribuições, para garantir sua saúde financeira. 

O valor adicional será calculado individualmente, levando em consideração as especificidades de cada participante. Em termos gerais, o valor será semelhante ao que foi determinado no Plano de Equacionamento de 2015.

A cobrança da contribuição extraordinária referente ao Plano de Equacionamento de 2024 terá início no dia 30 de abril. A partir dessa data, o valor será adicionado à contribuição habitual, conforme definido no Plano de Equacionamento.

O período de contribuição será de 18 anos e 8 meses.

Não. O Plano BD apresenta uma posição de capital sólida, com um ativo de R$ 1,07 Bilhão, e o Plano de Equacionamento foi aprovado para garantir a sustentabilidade do Plano BD a longo prazo. Essa medida foi criada para reequilibrar os recursos acumulados e garantir que o pagamento dos benefícios futuros seja viável e seguro para todos os participantes, sem risco de falha ou interrupção no pagamento, baseado nos estudos atuariais realizados pela Desban e as empresas atuariais que prestam serviços para a Instituição.

O valor do déficit foi determinado pela análise atuarial e econômica do Plano, levando em consideração a posição e rentabilidade dos ativos, posição dos passivos, do cenário econômico projetado e da expectativa de vida dos participantes e assistidos.

O Plano de Equacionamento visa equilibrar financeiramente o plano, garantindo que os recursos sejam suficientes para o pagamento dos benefícios no futuro. Para os participantes, isso significa que o plano continuará a garantir a segurança dos seus benefícios, com ajustes temporários nas contribuições, para garantir sua saúde financeira.

Nosso futuro, fazemos hoje!